terça-feira, 13 de março de 2012

Afinal, o que é o IDH?

Muitos dizem: o Brasil é a sexta economia do mundo, mas é o 84º no IDH.
Fiquei feliz em ler diversas reportagens mostrando que o Brasil ultrapassou a Inglaterra em volume do PIB (Produto Interno Bruto) é agora a sexta maior potência econômica do mundo.
Estou sendo sincero, não estou sendo cínico, fiquei realmente muito feliz, porém não satisfeito.
Muitos têm criticado comemorar esta sexta colocação por causa do nosso IDH estar na 84ª posição entre 187 possíveis. Afinal, o que é o IDH?
IDH é uma sigla para Índice de Desenvolvimento Humano, que é calculado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e não leva em consideração apenas aspectos econômicos.
A maneira de olhar o IDH é simples; É uma escala que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor, porque considera-se que maior é o desenvolvimento humano.


O calculo do IDH leva em consideração vários índices, como por exemplo, a renda per capta, a expectativa de vida da população e tempo médio que freqüentam as escolas.
 Assim, medem-se três variantes julgadas mais importantes para a ONU: Variável econômica (renda), a variável saúde pública (expectativa de vida) e a variável educação (tempo de escola).

Esses três índices juntos nos dão uma visão geral sobre a qualidade de vida no país. Se estamos na 84º posição no IDH em 187 possíveis, significa que a economia do país está melhor do que a sua população, ou seja, aqueles que fazem a 6ª economia acontecer não colhem os frutos dessa evolução.

Vejamos então o porquê se considera tanto o IDH.

Saúde: A expectativa de vida do cidadão brasileiro está em 73,5 anos. Se você conhece alguém com esta idade, você sabe de sua dependência de remédios e consultas médicas, ou seja, o cidadão chega aos 73 anos, porém sem uma saúde estável e neste cenário, a maioria deles depende do SUS. Infelizmente temos notado evolução, porém, a saúde pública no Brasil ainda está muito abaixo do necessário.

Economia: A renda per capta do brasileiro, ou seja, o rendimento por trabalhador é de $ 10.162 dólares, o que dá aproximadamente R$ 18.088,36 anual, realmente um valor baixo, porém sabemos que a grande maioria, mais de 80% da população, está bem abaixo dessa média. Ou seja, mesmo sendo a sexta grande economia do mundo, não temos distribuição de renda. A concentração de renda eleva a riqueza de um país, porém não eleva a riqueza de sua população, apenas concentra os avanços nas mãos da minoria. Esse é o funcionamento do capitalismo, no qual não entraremos no tema agora.

Educação: O brasileiro fica em média 7,2 anos na escola. Será que esse tempo é o suficiente para sustentar o crescimento de um país que necessita de mão de obra qualificada? Claro que não.
Outra consideração importante é quanto à qualidade do ensino no país. Infelizmente é sabido que a qualidade vem decaindo a cada dia e há que se fazer alguma coisa. Apesar dos avanços nos números, há que se considerar a qualidade do ensino. Não sou especialista, mas converso com alguns professores que me dizem o seguinte; apesar de alguns avanços, a balança ainda pesa em favor do negativo.

Uma alternativa para inclusão dos brasileiros nesse bolo de desenvolvimento é o acesso à educação e tecnologia através da internet, porém, mais da metade da população brasileira não tem computador, ou seja, avançamos a economia, mas não avançamos o ser humano.


Fica, então o questionamento; Afinal o que é mais importante, os números da economia ou as milhares de pessoas sem acesso ao básico para sobrevivência e dignidade?

Bom, esse foi obviamente um comentário muito simplista a respeito da minha percepção da boa notícia do avanço econômico do Brasil comparado ao péssimo desempenho no IDH.

Ficou com dúvida? Pergunte-me...
Espero ter ajudado a esclarecer um pouco este tema.

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